Resenha – O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares

domingo, 17 de setembro de 2017
Título: O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares
Autor(a): Ransom Riggs
Número de páginas: 336
Editora: Leya



Por: Brenda Sousa

“Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente não conseguira notar como ela era extraordinária.”
O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, Ransom Riggs

Jacob é um garoto de 16 anos de idade, neto de Abe, um senhor que floreou a infância do neto com histórias sobre figuras peculiares sobre sua vida e fotos inexplicáveis de amigos seus que morava bem distante dali. Jacob cresceu e foi percebendo o quanto essas histórias pareciam extraordinárias e o quanto as fotos pareciam ser manipuladas por mãos humanas para parecerem coisas que não existem no mundo real. Foi no processo de perder a magia da mente da infância que Jacob viu seu avô ser morto por uma criatura estranha bem perto de casa. Ao ser taxado de louco ou de traumatizado pelo que presenciou, Jacob percebeu que havia ali algo que ele precisa compreender melhor.

Desta forma, Jacob decide que precisa conhecer a ilha que era tão citada por seu avô em suas histórias. Lá ele buscará a casa onde seu avô morou e tentará compreender se tudo que ele sempre ouviu durante a infância eram mesmo histórias verdadeiras ou apenas delírios da cabeça do seu amado avô. O que Jacob não sabe é que sua vida estaria prestes a virar de cabeça para baixo, que descobriria grandes farsas e verdades surpreendentes e que teria que tomar decisões extremamente difíceis em nome daqueles que ama e de si mesmo.


Eu preciso ser BEM sincera sobre este livro. Não sei se foi o fato de eu ter colocado muita expectativa sobre a leitura dele ou não, mas foi uma história que não me empolgou nem um pouco... O que mais me encantou no livro foi, na verdade, a relação de algumas partes com as fotos presentes nele. Em geral, achei a leitura cansativa e lenta, além de concentrar emoções um pouco mais intensas apenas no final. Gostei do momento em que Jacob descobre um pouco do mundo o qual seu avô sempre comentava e conhece a Srta. Peregrine, mas depois disto perdi quase que 100% do ânimo com a história, e não pretendo continuar com a série, por mais que tenha imaginado como ficarão as coisas após o final deste volume (a menos que alguém me diga que, de fato, vale a pena).

Acho que um ponto forte é ser uma história diferente de outras coisas que eu já havia lido, acho que as fotos dão um UP interessante no livro em si, porém eu simplesmente não consegui de fato me empolgar e ter aquela vontade de ler sem parar, muito menos me apeguei aos personagens, apesar de ter achado os peculiares e suas habilidades bastante divertidos! Talvez se não demorasse tanto tempo para tudo se desenrolar e víssemos os peculiares em ação por mais tempo no livro, a história soasse um pouco mais divertida. Mas isso é apenas uma opinião, e conheço pessoas que se apaixonaram pela série como um todo. Então, só lendo para saber, não é? 




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha – Falando o mais rápido que posso

domingo, 3 de setembro de 2017
Título: Falando o mais rápido que posso
Autora: Lauren Graham
Número de páginas: 224


Por: Brenda Sousa

"Na vida, é claro, não há um botão de 'avançar'. Porque quem quer mesmo avançar? Você pode perder algumas das melhores partes."
Falando o mais rápido que posso – Lauren Graham

Gilmore Girls foi uma série que arrebatou o coração de milhares de fãs ao redor do mundo. Eu, que na época era ainda muito pequena para assistir séries, me joguei recentemente nas 7 temporadas disponíveis na Netflix e fui de cara emendando com o revival feito pelo streaming, intitulado “Um ano para recordar”. Nessa maratona, acabei me apaixonando pelo trabalho da atriz principal, Lauren Graham (também conhecida como Lorelai Gilmore, ou Sarah, em Parenthood). Fui fuçar a vida dela e descobri que ela tinha 2 livros publicados. Como leitora viciada, o que eu fiz? Isso mesmo, devorei um dos livros dela rapidinho, logo depois de finalizar a série. 

Falando o mais rápido que posso” é um livro com reflexões da autora sobre voltar a interpretar Lorelai Gilmore no revival produzido pela Netflix, e sobre algumas experiências suas enquanto gravava as temporadas originais e mesmo no período entre as antigas e a nova. O livro é repleto de fotos (o que me deixou louca por estar lendo ele num kindle e, provavelmente, comprarei a versão física só pelo amor que esse livro é!), cheio de relatos pessoais e com o toque especial da Lauren, o que me fez ouvir a voz dela falando cada frase escrita. 


Gostei muito de saber um pouco mais sobre o processo que se passou até que o revival realmente fosse produzido, gostei de ler as histórias da Lauren sobre sua vida como atriz, sua relação com outros atores, sua vida como escritora, e até sua vida pessoal. Ela consegue dar um toque gostoso do começo ao fim da leitura, e nos conta como foi, de fato, interpretar uma personagem que foi tão importante na sua carreira e que é muito querida pelo público até hoje. Quem é fã de Gilmore Girls e gosta do trabalho da Lauren terá  muitos momentos de nostalgia e verá aumentar a pulga atrás da orelha sobre “Será que teremos mais Gilmores Gilrs por aí?”, porque a Lauren só fez piorar minha situação quanto a esse assunto!  Hahaha Aos Paladinos, por favor, não façam isso conosco! Hah

Super indico a leitura. É muito rápida, leve, e nos traz reflexões interessantes sobre nossas próprias vidas em alguns momentos. É gostoso para prolongar a sensação de estar com Lorelai por um tempinho a mais depois de ver todos os episódios da série, além de nos fazer sentir mais imersos no universo criado em Stars Hollow e na vida da própria Lauren.





Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha – Papai Comédia

segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Título: Papai comédia
Autor: Fernando Strombeck
Número de páginas: 108
Editora: Belas Letras



Por: Brenda Sousa

Ainda no espírito do dias dos pais e depois de quase 1 mês sumida por aqui, aproveito para trazer minhas impressões sobre um livro fofo e que permite levantar algumas discussões sobre o tema: ter um filho e o significado disto para um casal. É interessante ver a visão do pai diante de tudo isso, especialmente um pai que quer mesmo mergulhar nos 9 meses de gestação do bebê, disposto a participar de tudo com a mulher. Aliás, está faltando um pouco disso no nosso mundo...

Papai comédia” traz um pouquinho da história do Fernando quando sua esposa engravidou da pequena Luísa. Desde a descoberta da gravidez até o nascimento, o autor apresenta algumas questões como a intromissão de parentes e amigos inconvenientes nas decisões do casal, as dificuldades dos últimos meses, a escolha do nome, o caminho até a maternidade e todos os outros elementos envolvidos no processo. Dá até para dar umas risadas com alguns casos contados durante a leitura. 


O livro é separado em semanas da gestação, o que achei bem interessante, e em certo momento entra na história a esposa do Fernando, com um capítulo escrito por ela, para dar a real sobre tudo dito por ele no restante do livro. Este capítulo é bem legal, porque vemos o outro ponto de vista da história e dá para imaginar ainda mais profundamente os fatos contados em capítulos anteriores.

No geral, eu diria que esse é um livro para pensar o quanto os pais também são parte do processo e que ter um filho não é apenas colocar a “sementinha” na barriga da esposa e esperar 9 meses até que ele ou ela saia de lá chorando. Ser um pai é estar lá. Este livro é um para se juntar aos livros do Piangers (autor de “O papai é pop”) na coleção bem pequena de livros escritos sobre paternidade de fato participativa. Fica a dica (tanto de livro, quanto de realidade, papais). 




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha – O terraço e a Caverna

domingo, 23 de julho de 2017
Título: O terraço e a caverna
Autor(a): Maurício Limeira
Número de páginas: 274


Por: Brenda Sousa 

Quinha é uma garotinha que sofre de uma síndrome rara, porém muito perturbadora. A Síndrome das Pessoas Inexistentes isolou Quinha no seu próprio mundo, num terraço de um prédio de luxo onde mora no Rio de Janeiro. Não fala com ninguém, além de um gato imaginário, nem mesmo com sua família. Os anos passam e a situação só piora, assim como o sofrimento dos familiares da garota.

Paco é um garoto pobre, que anda de cadeira de rodas e vive em uma caverna, também no Rio de Janeiro. Mal tem uma vida social, e as dificuldades que enfrenta no dia a dia com sua família são enormes. Através de alguns ajustes, Paco ganha um computador e ele é instalado através de um gato de energia elétrica para dentro da caverna.

É pelas redes sociais que os familiares de Quinha tentam interagir com ela, sem sucesso. Mas Paco consegue mais. Algo inédito. Quinha começa a interagir com suas postagens e eles começam a conversar. Talvez o encontro entre essas duas crianças, de mundos tão distintos, possa valer a pena para ambos os lados.


O enredo de “O terraço e a caverna” me deixou bastante empolgada para entender o pouco mais a história de cada personagem e como esse encontro se desdobraria. Alguns pontos da história me emocionaram bastante, especialmente na relação de Paco com sua família e entre ele e Quinha, porém, apesar do potencial, acho que a história poderia oferece muito mais aos leitores.

Senti que esse encontro entre eles demorou muito a acontecer, de modo que as expectativas foram crescendo e não foram 100% atendidas. Achei linda a forma poética como o livro é escrito, para além dos próprios poemas presentes nos capítulos, porém em alguns momentos fiquei bastante confusa com o caminhar da história, o que deixou alguns trechos cansativos. Em geral, eu diria que a história poderia, de fato, ter sido muito mais proveitosa se os fatos fossem um pouco mais fluidos, porém ainda assim percebo um tom de poesia bem interessante e não tão cansativo em algumas partes. O livro promove também algumas reflexões que podemos levar para o nosso dia a dia, o que foi algo que também me conquistou durante a história. 





Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos
 
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