Resenha – No meio do caminho tinha um amor

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Título: No meio do caminho tinha um amor
Autor: Matheus Rocha
Número de páginas: 179
Editora: Sextante



Por: Brenda Sousa

“Viver é uma coisa que me assusta cada dia mais, mesmo tendo ainda toda essa coragem de principiante sonhador para desbravar esse mundo por aí afora.” 
No meio do caminho tinha um amor, Matheus Rocha.

Sabe quando parece que um livro chegou até você no exato momento em que deveria ter chegado? Que cada palavra escrita nele foi dita exatamente para você, no exato momento em que você está vivendo, para o exato ser humano que você é hoje? Pois então. Foi o que aconteceu comigo sobre “No meio do caminho tinha um amor”, de Matheus Rocha, autor do blog Neologismo.

O Matheus tem uma forma de escrever que não poupa palavras, que não poupa sentimentos, não fica de mais verdades ou eufemismos, mas passeia pelo amor expondo todas as feridas que ele causa, porém deixando bem claras, também, suas grandes maravilhas. O livro se divide em “Fim”, “Meio” e “Começo”, nesta ordem mesmo (entenda como quiser), e nos mostra inúmeras verdades que às vezes nós mesmos evitamos ou fingimos não enxergar.

São textos cheios de sentimentos. Textos fortes, verdadeiros, que te fazem atribuir significados muito profundos para diversas experiências que você já viveu em toda a sua vida até o momento. Sempre comento que um livro nunca é o mesmo para duas pessoas, mas esse tem esse poder potencializado, multiplicado. Suas palavras tocam, comovem, mexem com você de uma forma irreversível. Ao final, você será um ser humano completamente diferente, ou ao menos muito mais reflexivo. Eu diria até muito mais poderoso.


Além de uma escrita, por que não, mágica, o livro tem ilustrações singelas, delicadas e muito fofas, que combinam com a aura de falar sobre amor e todas as suas consequências. Desenhos e frases de cada texto acompanham cada capítulo e tornam a leitura ainda mais gostosa. Prova disso é que li o livro em cerca de 3-4h numa tarde de sexta-feira. Que delícia! Leria todinho de novo, e aposto que já atribuiria significados diferentes a cada trecho.

Aliás, uma pessoa cujo blog/Instagram se chama Postando Trechos enlouqueceu com este livro! Marquei trechos e mais trechos, esgotei meus post its (socorro, Matheus!) e não me arrependo nem um pouco. Tive até que me segurar em alguns momentos. Talvez o livro devesse ser escrito num post it e tornaria meu trabalho bem mais fácil. Hahaha

Eu indico esse livro para todo mundo que já amou, está amando, quer amar ou acha que nunca mais vai amar na vida. Dá uma revigorada, anima e aquece o coração. Enche de esperança, mas não de um jeito fantasioso e sim repleto de consciência e desejo de ser, acima de tudo, feliz. A frase que fica, das 179 páginas lidas, dentre muitas outras é: Permita-se sentir! Mas permita-se mesmo, verdadeiramente, sem medos, julgamentos e inseguranças. Será que somos capazes?




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha – Fazendo meu filme 4

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Título: Fazendo meu filme 4
Autora: Paula Pimenta
Número de páginas: 606
Editora: Gutenberg



Por: Brenda Sousa

“Todo final feliz deve ser a recompensa de um longo caminho, para que seja merecido.” 
 – Fazendo meu filme 4, Paula Pimenta

Quando somos adolescentes por volta dos nossos 15-18 anos de idade e descobrimos o sentimento de amar alguém de forma tão intensa, parece que tudo no mundo vai dar certo e seremos felizes para sempre, como nas histórias da Disney. Aí as coisas vão acontecendo e a nossa falta de maturidade com as situações da vida nos mostram o contrário. Fani e Leo eram melhores amigos de infância que acabaram se apaixonando perdidamente na adolescência. Assim como muitos outros casos, acabaram deixando que besteiras e ciúmes infantis os separassem e os levassem, literalmente, para mundos bem distantes e diferentes.

Fani sustentou seu sonho de ser cineasta e aproveitou a chance que seu amigo-ex-namorado-pivô da separação com o Leo lhe arranjou em Los Angeles para estudar cinema na Universidade de Columbia. Atualmente, está concorrendo com seu filme em um grande festival de Los Angeles. Leo seguiu a vida no jornalismo e resolveu esquecer aquela etapa da sua vida. Acontece que, por mais que a razão nos diga qual é a atitude mais certa a tomar, o coração insiste em brigar com ela. Ambos passaram os últimos 5 anos se relacionando com pessoas aleatórias sem jamais assumir que não esqueceram um ao outro, mesmo sem se falar depois de tanto tempo, guardando o sentimento em caixas de cartas ou de cds.

Aos 23 anos de cada um, a vida vai lhes pregar uma peça e lhes dar outra grande oportunidade de encontro, ainda que profissional. Aceitar e aproveitar oportunidades são escolhas que fazemos. Será que vale a pena crer que os melhores momentos que tivemos já se foram e não voltam mais, ou tentar corrigir os problemas do passado com maturidade e assumir que na verdade nada mudou é a melhor saída? E os obstáculos no meio disso tudo, o que fazer com eles? Fani e Leo precisam dar um salto de maturidade e saber o que, de fato, esperam do seu futuro. Será que é mesmo possível dar reset em tudo que aconteceu e buscar resolver tudo para que o filme de suas vidas tenha o mesmo final feliz que o filme escrito e dirigido pela Fani? 


De 2016 para 2018. Terminei de ler Fazendo Meu Filme 3 em 2016 e enrolei enquanto pude para ler o volume 4 até tomar coragem. Li o livro em 6 dias, assumindo uma meta de 100 páginas por dia. No fim das contas, sofri muito ao ver que faltavam apenas 100 páginas e eu me despediria definitivamente de Fani e Leo. Que dor no coração! Mas, para falar do livro em si, preciso dizer que, de toda a série, para mim esse foi o melhor volume. A história foi mais consistente, fez valer as 600 páginas escritas pela Paula, em enrolação e com um jeitinho muito peculiar de conquistar a nossa atenção e curiosidade.

Gostei muito da possibilidade de enxergar a história pelos dois lados de forma individual, apesar de ter ficado bem nervosa com a interrupção a versão da Fani para voltar à versão do Leo. Hahaha No geral, gostei até dos novos personagens envolvidos na história e em como eles de fato participaram e não foram apenas coadjuvantes. Amei ver a Fani realizando seu sonho. Dá uma inspiração, uma vontade correr atrás dos nossos também... Só senti que o Leo ainda precisa avançar um pouquinho na questão dos ciúmes, porque ninguém merece homem ciumento, cá para nós. Mas, no geral, acho que ele aprendeu a lição. 


Fiquei apaixonada pelo final. Ainda faltavam 50 páginas quando pensei: “Porque esse livro ainda não acabou mesmo?”, e então vi um final singelo e emocionante do seu jeitinho. Fiquei surpresa com esse desfecho e achei que foi uma forma muito fofa de terminar uma série como esta, de amorzinho, como diria a própria Fani. Acho pouco provável que alguém tenha feito o que eu fiz e interrompido a leitura logo ao chegar no último volume, mas se alguém fez, continuem logo. Não irão se arrepender. FMF 4 está na minha lista de livros de amorzinho favoritos. <3



Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Um filme Extraordinário para um livro Extraordinário

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018


Quando soube que Extraordinário, livro de R. J. Palacio e meu livro favorito da vida, iria se tornar filme, fiquei MUITO apreensiva. De cara fiquei preocupada com a forma que retratariam o rosto do nosso amado Auggie, quem seriam os atores escolhidos, será que a história seria fiel ao livro? Pois bem, quando soube que os pais de Auggie seriam Owen Wilson e Julia Roberts, meu coração pulou de alegria. Dois atores muito competentes e dos quais eu gosto muito, já era um passo importante dado para a boa qualidade do filme. Quando vi o ator escolhido para representar o nosso personagem principal, fiquei imaginando o que fariam com o seu rosto e, quando finalmente vi o acabamento final de sua maquiagem e caracterização, fiquei surpresa, porém esperava mais.

E então, lá vou eu, na última semana de Dezembro de 2017, assistir o tão esperado filme. Ah, eu já tinha chorado no trailer. Imaginem só a lagoa que foi no cinema? Me emocionei logo nas primeiras cenas, pois vi uma atuação muito bonita do garotinho Jacob Tremblay (também responsável por uma atuação fantástica em “O quarto de Jack”), e de fato enxerguei meu Auggie nele. Seu jeitinho de andar, de falar, de mexer o rosto, enfim. Achei tudo muito bonito. Só de vê-lo ali, na tela do cinema, para além da minha imaginação, foi encantador. E eu não acho isso com quase nenhum personagem de livro transferido para os cinemas.

Julia Roberts, Owen Wilson e Izabela Vidovic em seus papeis também foram... encantadores. Vou repetir muito essa palavra por aqui, porque ela resume o que achei deste filme. No decorrer da história, tudo que fiz foi alternar entre gargalhadas e lágrimas desesperadas. Lágrimas que foram do sofrimento intenso à emoção e orgulho pelo nosso querido Auggie. E então percebi que, na época que li o livro pela primeira vez, eu era um outro ser humano. Hoje, principalmente pela minha aproximação da minha atuação profissional na área de saúde, sou um ser humano completamente diferente, e percebi o quanto isso me fez enxergar a história de Auggie de forma diferente, ainda mais incrível. 


Em geral, achei a fotografia do filme linda, uma trilha sonora aconchegante, atores bem escolhidos e com atuação convincente e emocionante, além de boa fidelidade ao livro, apesar de algumas partes que eu achei importantes terem sido modificadas ou deixadas de lado. Acho que, no geral, isso não tirou a magia do filme. O que tem me deixado ainda mais feliz é ver que as salas de cinema estão lotadas. Lotadas de adultos, crianças e idosos conhecendo meu amado Auggie. Quando li o livro, fiz questão de divulga-lo ao mundo. Vê-lo no cinema dá uma alegria imensa, aquece o coração. Ainda mais com tanta gente assistindo, se emocionando, e aprendendo tanto com estes personagens. Ah, e para deixar tudo ainda melhor, a notícia de que a bilheteria de “Extraordinário” superou a de “Star Wars” aqui no Brasil! Sou suspeita para falar, porque adoro os dois, mas acho que Extraordinário tem um papel social de extrema importância, e merece a posição que ocupa no momento.

Por fim, indico o filme para qualquer um. Os que leram e os que não leram. Vale a pena conhecer essa história, mergulhar nela e se apaixonar por Auggie e sua família assim como eu sou DECLARADAMENTE apaixonada. <3 




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Desafio literário 2017

domingo, 7 de janeiro de 2018

Olá, leitores!

No post de hoje venho falar sobre os pontos que consegui cumprir do desafio literário que aceitei a 1 ano atrás. Em meio à correria da faculdade, conseguir cumprir alguns dos itens do desafio já me deixou bem contente, apesar de ter passando longe de completar o que me propus a ler. Este desafio foi proposto pela página "Devolva meu livro, por favor", no facebook. Eles sempre propõem um desafio mais simples e o desafio HARD. Eu, com toda a minha coragem e sem saber a loucura que seria meu 2017, aceitei o hard, e cá estamos nós. hahaha O desafio consistia nos seguintes itens: 


Bom, para começar, doo itens extra (em azul-marinho), eu só consegui cumprir 4 que foram: tentar conhecer novos leitores, ler um livro em um dia, pedir o livro de volta e ler um livro para uma criança. Sim, eu me considero vitoriosa por isso. hahaha'

Vamos então conferir o que eu consegui cumprir do desafio oficial (em azul claro):

Um livro com criaturas estranhas: Úrsula - A História da Bruxa da Pequena Sereia
Um livro com um autor bem famoso: Falando o mais rápido que posso (Lauren Graham)
Um livro de uma série: Seduzida por um guerreiro escocês

Um livro de um gênero ainda não lido: Os inconfidentes (romance histórico?)
Um livro extremamente barato: Quem sabe, um dia
Um livro encontrado em todo lugar: O orfanato da Srta. Peregrine para criança peculiares
Um livro de história em quadrinhos: O papai é pop 2 em quadrinhos
Um livro com ilustrações fantásticas: Papai comédia
Um livro que alguém recomendou: Mentirosos
Um livro que faz muita gente chorar: Depois de Auschwitz
Um livro que não seja muito bonito: Grumpy Cat
Um livro com frases marcantes: O mais desejado dos Highlanders
Um livro que tenha continuação: O projeto Rosie
Um livro comprado no ano passado: O caderninho de desafios de Dash e Lily

Em geral, esses foram os livros que li e se encaixaram no desafio. Não foram todas as minhas leituras de 2017 (vem outro post por aí!), mas os que consegui encaixar nas categorias. Para 2018, uma das minhas resoluções é aumentar meu ritmo de leitura, pois em 2017 as coisas se perderam um pouco e li muito menos do que nos último anos desde que criei o blog. Então, já aceitei o desafio de 2018 proposto pela mesma página, com os seguintes itens:


Será mesmo que consigo cumprir boa parte disto esse ano? Como eles sempre propõem dois desafios, aceitei os dois e vou ver o que consigo de cada um. O segundo é um desafio de cores, que funciona com as cores:


Pensando neste desafio, fiz um esboço de quais livros eu tenho em casa e podem se encaixar nas cores. Pode ser que eles mudem no decorrer do ano, porque nunca se sabe quais leitura virão por aí.  Mas até então pensei nisto: 


Não achei correspondência para duas das cores até o momento, mas são cenas para os próximos capítulos. E vocês, estão aceitando algum desafio ou estabelecendo metas de leitura para 2018? Contem para nós!



Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos
 
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